Inimigos
Esta lista tem 102 inimigos de Phantom Blade Zero de 9 regiões. A Galeria dos Arquivos agrupa as entradas por região, e cada entrada tem um tipo: Caminhantes Mascarados, Animais, Marionetes e Transcendidos.

Cabeças de Marionetes Yin flutuam no ar, com rostos retorcidos. Chamas Caóticas ardem sem cessar dentro dos crânios partidos. As coisas terríveis da Dissonância queimaram seus corpos e obrigaram as consciências aprisionadas a contemplar um horror capaz de destruir tudo, lançando-as para sempre no delírio e na loucura. Quase nunca param de gritar. Querem forçar para dentro da mente de cada vivo o abismo aterrador que vislumbraram.

Corpos arruinados de aldeãs, inteiramente dominados pelo Sha-Chi. Elas golpeiam e talham sem controle com suas enxadas. Sua força é modesta, mas suas mãos são rápidas. Talvez acreditem que ainda trabalham, agarradas às ferramentas que lavravam seus campos, lembrando vagamente das colheitas e do preço dos artigos de primeira necessidade. Mas há muito os campos estão abandonados. Não haverá colheita no outono.

Saqueadores montados, armados com sabres, escudos redondos e arcos longos. Do alto de seus cavalos, golpeiam os inimigos com força brutal ou disparam saraivadas de flechas a pleno galope. Mesmo quando derrubados da sela, ainda conseguem aparar golpes com suas armas, lutando com toda a ferocidade de bandidos veteranos. Assim como seu líder, invejam os discípulos da Irmandade que patrulham as montanhas a cavalo, convencidos de que só uma montaria pode elevar sua posição. Atacam caravanas para roubar seus cavalos e usam a nova velocidade para saquear lugares cada vez mais distantes.

Marionete masculina completa, corpo robusto, ofício mais fino, material mais duro; rachada, não quebra fácil. Como puxada por fios, ataca em posturas anormais. O criador apagou a dor, mas guardou a tenacidade: estas "armas" são mais obstinadas e mais entorpecidas.

Guardiãs de Baishan submetidas à Transcendência Perfeita. Basta um movimento dos pulsos para que as duas adagas girem como pétalas ao vento; entre os golpes, lâminas curtas voam como meteoros. A antiga leveza ainda existe, mas agora carrega uma frieza e uma determinação implacáveis. Elas viveram a turbulência de Baishan, presenciaram a tragédia causada por Dugu Linghe e viram Bi Taotao assumir a liderança em plena crise. Reconstruir a escola seria um longo caminho. Juraram ficar ao lado da mestra e ajudar os Três Pilares de Kunlun a combater os Caminhantes Mascarados… Mas onde estão os Três Pilares? Será que algum dia estiveram realmente ao lado delas?

Monges do Templo Kuye submetidos à Transcendência, agora reduzidos a guardas da Torre de Sha-Chi. Empunham sabres de nove argolas que parecem fundidos aos seus corpos de aço. Seus irmãos veteranos entraram na Torre de Sha-Chi para investigar, mas nunca voltaram, deixando-os profundamente preocupados. A torre já foi um local de Transcendência e ainda abriga muitos dispositivos estranhos. Se alguém mal-intencionado os utilizasse, as consequências poderiam ser terríveis... Inquietos, entraram na torre à procura dos irmãos.

Uma garota com um cabeção de boneca, cuja face tem uma metade com um sorriso radiante e outra que chora. Ela passava os dias esperando pelo pai e as noites chorando no travesseiro. Talvez suas lágrimas tenham encharcado um dos lados do cabeção, deixando-o com essa estranha expressão de alegria e tristeza. Seu pai queria mantê-la longe da violência do Wulin e esperava que tivesse uma vida tranquila e feliz. Antes de morrer, deixou uma carta alertando-a contra as tentações dos espíritos malignos... mas ela nunca a recebeu. Sem o pai, não tinha mais um lugar para chamar de lar. Confiou nos membros mascarados da Escola do Fio Vinculante, acreditando que poderiam ajudá-la a encontrá-lo. Em vez disso, eles a submeteram à Transcendência e colocaram nela o cabeção, que jamais poderia ser retirado. Ela ainda procura pelo pai, mas só encontrou marionetes tão solitárias e indefesas quanto ela. Chama-as de “amigas” e, juntas, elas interceptam os viajantes em busca de vestígios de seus entes queridos. Quem quiser lhe fazer mal terá de passar primeiro por suas “amigas”.

Maníacas que carregam garrafas de óleo de lamparina. Suas mãos, transformadas pela Transcendência, já não temem as chamas, permitindo que espalhem fogo livremente para queimar os vivos. Já não precisam poupar cada gota de óleo. Os produtos fracassados da Transcendência fornecem mais óleo incendiário do que jamais poderiam usar, o bastante para transformar a noite num mar de fogo.

Bandidos com alguma habilidade nas técnicas de sabre flamejante e uma preferência pelo vermelho chamativo. Suas armaduras podem ser rudimentares, mas as roupas vermelhas não passam despercebidas. Costumam permanecer perto de fogueiras. Quando os inimigos aparecem, incendeiam as lâminas embebidas em óleo e atacam descontroladamente com as armas envoltas em chamas. O fogo pode afugentar feras, mas também pode eliminar a diferença entre fortes e fracos. É dele que extraem sua força. Para eles, a Transcendência é apenas mais uma chama à qual recorrer.

Refugo de marionete yang. Anda nas duas mãos, rasteja colada ao chão, depois salta. A consciência dentro talvez fosse de guerreiro: daí a ferocidade. O passado não volta. Agora não diferem de cães raivosos.

Mulheres enlouquecidas, de vermelho, carregando lâminas monstruosas. Embora magras e curvadas, exibem uma força absurda ao brandir essas armas, rasgando o ar. Não há técnica nos golpes, apenas a violência de quem quer esmagar tudo o que vive à sua frente. Não podiam contar com a Irmandade, com amigos, parentes ou amantes, nem com deuses e budas. Por isso deitaram nas mesas de Transcendência, esperando abrir à força um caminho naquele mundo sem esperança, apenas com as próprias mãos e uma lâmina.

Monges do Templo Kuye que agora guardam a Torre de Sha-Chi. Seus antigos bastões monásticos, escuros pelo uso, serviam para subjugar inimigos durante o caminho de disciplina. Agora, com golpes poderosos e experientes, matam qualquer vivo que entre. Só quando o Sha-Chi os engoliu entenderam: as pistas incertas que haviam seguido eram todas parte de uma armadilha para levá-los à torre.

Maníacas que empunham duas picaretas, rápidas na investida e brutais em seus ataques incessantes. Os Caminhantes Mascarados destruíram seu vilarejo. Com seus entes queridos massacrados, elas já não tinham nada a perder. Quando um vilarejo vizinho convocou voluntários para passar pela Transcendência e enfrentar os monstros juntos, foram em grupo, levando as picaretas com que cavavam poços e vestindo armaduras de ferro improvisadas.

Ladrões magros e ágeis, antes especializados em escalar muros e correr pelos telhados, agora usam essas mesmas habilidades para se esconder e preparar emboscadas. As facas de arremesso que afiavam para facilitar seus furtos tornaram-se armas mortais apontadas para a garganta. Submeteram-se à Transcendência na esperança de roubar mais casas de ricos e ajudar mais famílias pobres. As máscaras de sorrisos cômicos presas ao rosto servem tanto para conter o Sha-Chi quanto para fazê-los parecer “inofensivos”. No fim, porém, sucumbiram à loucura. À medida que as máscaras sorridentes ficaram manchadas e enegrecidas, seus portadores se tornaram ainda mais assustadores.

Refugo yang: sem tronco, sem cabeça, só cintura e pernas, mas ainda chuta, pisa e atropela. Quase não resta consciência. O que move o resto é o instinto de sobreviver.

Guardiões das Sombras de elite, sob as ordens diretas de Zuo Shang. Do adorno da cabeça às botas, vestem um branco de brilho frio. São impiedosos e serenos, mesmo diante do inimigo. Dominam ataque e defesa no corpo a corpo, com golpes rápidos, precisos e poderosos. Entre os cortes, alternam tiros de pistola para cobrir seus movimentos. De perto ou de longe, a ofensiva quase não deixa brechas. Na Pangzhen transformada em terra morta, lideram patrulhas que deslizam como sombras. Fecham as ruas e ocupam os pátios, colocando toda a cidade sob o domínio do Soberano das Sombras Zuo.

Discípulos da Tripulação da Água Negra que combinam artes de gelo com a Transcendência. Empunham longas foices crescentes que espalham frio cortante. Sabem ocultar a presença na neve e esperar para atacar. Antes, adoravam pescar no gelo e passavam a vida em águas congelantes. Agora são caçadores difíceis de enfrentar. Mas um golpe forte do Tridente do Dragão na neve rompe sua camuflagem e os obriga a aparecer.

Carregadores de bombas que vagam pela Torre Sha-Chi em busca de algo capaz de conter seu Sha-Chi revolto. As bombas imensas em suas costas tornam cada passo pesado. Mas, ao avistarem um inimigo, o Sha-Chi os impele a persegui-lo, determinados a morrer levando-o consigo. Ataques de fogo podem detonar suas bombas antes da hora. Outrora, pertenciam à Escola do Trovão Celeste e se orgulhavam de suas inovações, zombando em segredo dos espadachins que nada sabiam de pólvora ou máquinas engenhosas. Suas bombas podiam armazenar tanto pólvora quanto Sha-Chi... Quando as falhas da Transcendência se revelaram, já era tarde demais.

Ladrões com máscaras sorridentes e pintadas de cores vivas, tão imprudentes quanto atrevidos. Até o gesto de curvar um dedo para provocar os inimigos transborda arrogância. Eles carregam vários Espinhos de Fogo e os arremessam um após o outro com uma facilidade zombeteira. Instantes depois de atingirem o chão, os artefatos explodem, deixando para trás um mar de chamas abrasadoras.

Marionete yin de espada e broquel de latão. Lê falhas, desvia com o broquel e contra-ataca em formas complexas. Os aldeões viram-nas lutar contra Caminhantes Mascarados com espadas de latão como instrumentos sagrados e chamaram milagre da Dama do Véu Florido. Não sabiam que nelas havia consciências da Irmandade, anos a sangrar contra Caminhantes Mascarados… O milagre era um teatro do criador.

Guardiões das Sombras da Ordem especializados em mosquetes. Costumam esconder-se nos beirais e telhados altos. Suas armas têm alcance excepcional: permitem tiros precisos à distância ou, após uma breve mira, uma sequência de disparos que subjuga o inimigo pelo fogo concentrado. Comparados aos companheiros que preferem o corpo a corpo, esses assassinos ocultos têm uma paciência e uma frieza ainda mais assustadoras. Esperam a hora certa e só então apertam o gatilho.

Marionetes com a postura de músicos, segurando instrumentos de gelo. Ao dedilhar, transformam notas frias em lâminas de geada que congelam tudo ao redor. As consciências ali transferidas pertenciam a músicos de grande renome. Suas melodias contavam alegrias e tristezas e davam voz à vida do mundo. Agora estão presas naquelas carcaças geladas, repetindo sem fim uma música de morte.

Monges cuja pele brilha como latão. Ágeis e firmes nos passos, golpeiam com força calculada, enquanto sua carne e seus ossos endurecem num instante como cobre e ferro. Cercam o inimigo e testam sua defesa, depois avançam por uma abertura com um soco esmagador. Entraram na Torre Sha-Chi para encontrar seu mestre do Templo Kuye, mas caíram numa emboscada. A explosão da Fornalha Sha-Chi engoliu a maioria de seus companheiros. Os sobreviventes não tiveram sorte muito melhor. Cobre derretido infundido com Sha-Chi forjou seus corpos, tornando-os duros como cobre e ferro, mas consumiu sua razão.

Discípulos da Tripulação da Água Negra que passaram pela Transcendência para dominar as águas. Fendas branquiais abriram-se em seus pescoços, seus olhos saltaram, suas bocas se alargaram sob lábios grossos e escamas azul-esverdeadas cobriram seus corpos, deixando-os mais peixes do que humanos. Essas mudanças os tornam especialistas em se esconder sob a superfície e fugir pela água. Muitas vezes provocam os inimigos com sua aparência grotesca antes de chamar os companheiros para atacar em bando. Agora, essas criaturas infestam qualquer lagoa de tamanho razoável. É provável que já tenham esquecido as grandes promessas que fizeram de ajudar a Irmandade a exterminar os Caminhantes Mascarados.

Marionete yang de lança e broquel de latão. Articulações e centro afinados: ataque forte, guarda estável; o broquel parte, a lança continua até a morte. O corpo nunca cansa; a consciência não dorme. Só remói o ódio nesta prisão. Sem rosto para a raiva, sem garganta para o lamento. Esqueceram até como desabafar: despejam tudo na ponta da lança.

Assassinos da Escola do Fio Vinculante com cabeções de boneca. A enorme lâmina nas mãos torna o sorriso da máscara ainda mais sinistro. Supersticiosos quanto às artes das Planícies Centrais, acreditam que o cabeção prolonga a vida, afasta o mal e contém os efeitos adversos da Transcendência. Também creem que acrobacias e espetáculos podem atrair poder divino. Por isso, incorporaram esses movimentos às artes marciais, criando uma esgrima frenética de garras e presas. Não se sabe se tais práticas têm mesmo algum poder. O certo é que seus corpos encolhem a cada dia e agora mal diferem dos de crianças.

Marionetes tocadoras de cítara, vestidas de branco, com cabelos brancos e cítaras nos braços, envoltas por uma névoa gelada. Sua música carrega uma ameaça mortal. Bloquear as ondas sonoras azuis que elas emitem faz com que as notas remanescentes se voltem contra elas. Primeiro, pessoas do Wulin lhes ensinaram algumas Artes Fantasmas, fazendo a neve dançar a partir de suas cordas para enriquecer as apresentações. Depois vieram algumas moedas de prata, suficientes para convencê-las a compor músicas e letras para a Dama. Por fim, vieram uma receita e uma tigela de remédio. “Bebam isto, e vocês não pegarão a doença estranha nem se tornarão marionetes.”

Saqueadores armados com escudos de espinhos e porretes rudimentares cravejados. Ágeis e fortes, alternam escudo e porrete com precisão treinada. Aproxime-se depressa demais, e as farpas do escudo o deterão antes do golpe pesado do porrete. Eram guardas que passaram pela Transcendência para proteger o vilarejo e vigiá-lo à noite. Impelidos pelo Sha-Chi, tornaram-se os monstros que o destruíram.

Corvos de pele apodrecida, que bicam ferozmente todo ser vivo que avistam. O que quer que tenham comido os fez crescer até um tamanho antinatural. Alimentar-se de carniça faz parte de sua natureza. Mas a carne dos Transcendidos trouxe desgraça até a essas aves de mau agouro. Um Sha-Chi potente as obriga a comer, atacar e comer de novo... À medida que devoram mais e mais, o próprio peso as arrasta para baixo. Presas para sempre à terra pela fome, já não podem voltar ao céu.

Assassinos da Escola do Fio Vinculante que usam cabeções de boneca. Em combate, agitam os tambores de chocalho que carregam nas mãos para fortalecer seus companheiros, dançando e rindo ao ritmo das batidas. Suas risadas são vazias e distorcidas, como se celebrassem e rezassem para algum espírito maligno. Segundo os ensinamentos da Escola do Fio Vinculante, os tambores de chocalho eram objetos rituais antes de se tornarem brinquedos infantis. Esses assassinos acreditam que as crianças, por serem puras de coração, são especialmente receptivas ao sobrenatural e podem despertar o estranho poder selado nos tambores. Para conseguir isso, tomam drogas durante anos, fazendo tanto o corpo quanto a mente regredirem a um estado infantil. Seus tambores de chocalho de fato adquiriram certo poder estranho, mas eles próprios se tornaram frágeis e pouco aptos para o combate. Seu único meio de defesa é uma cabeçada imprudente antes de dar meia-volta e fugir.

Marionetes com a aparência de cantoras, de roupas e cabelos brancos como neve e geada. Atacam os vivos com garras e movimentos anormais. As vozes outrora belas só produzem gritos agudos, cujas ondas carregam um frio capaz de congelar o sangue. O remédio que prometia impedir a transformação fez delas marionetes nas mãos de outros. As ilusões, canções e danças com que ganhavam a vida viraram técnicas cruéis de matança.

Os assassinos da Ordem são altamente treinados e implacavelmente eficientes. Com lâminas largas de duas pontas, desferem ataques incessantes para subjugar os inimigos de perto. Agora, por ordem do novo Soberano das Sombras, vieram caçar Soul. Os Guardiões das Sombras não têm feições, apenas vazios negros no lugar do rosto. Ainda assim, não usam máscaras nem compartilham da loucura sanguinária dos Caminhantes Mascarados. São pouco mais que sombras violetas, à espreita na escuridão, surgindo e desaparecendo sem deixar vestígios. Ultimamente, porém, essas sombras parecem surgir cada vez mais pelo Wulin.

Açougueiros deformados pela Transcendência. As máscaras de bronze que reprimem seu Sha-Chi ficam tortas sobre seus rostos, deixando a boca livre para que possam se alimentar a qualquer momento. Seus ganchos de ferro arrastam inimigos distantes para debaixo do cutelo. A imundície que vomitam se condensa em uma névoa venenosa ao redor deles. Quando se empanturram de pedaços de carne, alimentam-se para prolongar a vida e recomeçar a matança. Quando os grãos acabaram, a carne humana virou o melhor alimento. Agora, até ela está escassa. Restam apenas cães famintos, agachados junto ao cepo do açougueiro, esperando para roer restos e ossos.

Assassinos da Escola do Fio Vinculante com cabeções de boneca. Os cata-ventos de aço em suas mãos giram sem vento. Segurados de cabeça para baixo diante do corpo, varrem e cortam com o impulso da rotação. Os assassinos saltam e se esquivam como crianças, soltando de vez em quando um murmúrio indistinto. Acreditam que crianças não recebem castigo, mesmo quando têm pensamentos perversos. Há anos usam os cabeções e imitam gestos e falas infantis, deixando corpo e mente regredirem juntos. Longe de sentir vergonha, orgulham-se disso: acham que estão cada vez mais perto de recuperar a juventude.

Espadachins da Irmandade outrora conhecidos por sua esgrima elegante e fluida. A Transcendência os tornou mais rápidos e fortes, mas também mais selvagens e perturbados. Para ocultar os sinais da Transcendência, costumam envolver o pescoço e o tronco em tecidos. Mas, à medida que seus rostos se tornam vazios ocos, já não conseguem esconder a verdade sobre aquilo em que se transformaram.

Discípulas de Baishan que manejam perfuradores Emei gêmeos com movimentos ágeis. Elas encurtam a distância com fintas e giros rápidos, então desferem uma saraivada de estocadas. Não tente acompanhar sua velocidade. Surgem brechas quando elas concluem os ataques. As discípulas mais velhas discutiram por muito tempo se a Transcendência Perfeita era uma arte maligna ou uma bênção. As mais jovens encararam a questão de forma simples: se ninguém podia afirmar com certeza, por que não experimentar por conta própria? Como foi que... acabaram assim?

Arqueiros da Irmandade submetidos à Transcendência Perfeita. Com vestes vermelhas e armadura de bronze, movem-se como chamas rastejando pelo chão. Disparam flechas em rápida sucessão; quando retesam o arco por completo, uma chuva de fogo cobre o céu e incendeia a terra. Atacar com fogo exige observar o vento e esperar o momento favorável. Um arqueiro também precisa ler a situação e acertar na hora certa. Assim, quando a Irmandade mergulhou na disputa interna, não surpreende que tenham mudado depressa de lado, apoiando os defensores da Transcendência Perfeita.

Lanceiros da Irmandade que passaram pela Transcendência e cujos rostos se tornaram cavidades vazias. Cada varrida, desvio, estocada e golpe ascendente é rápido e preciso. Como é difícil permanecer no caminho da retidão. Derrota, ferimentos, medo, exaustão... Tantas provações os levaram a buscar uma solução rápida, acreditando que ela poderia mudar seu destino.

Bonecos com aparência de crianças que saltitam e correm por toda parte com energia brincalhona. Assim que ninguém está olhando, investem contra as vítimas com o ombro ou desferem uma sequência rápida de chutes ao passar. Esses bonecos têm forma, mas não substância, suspensos entre o corpóreo e o etéreo. Podem ferir os outros à vontade, mas nenhuma arte consegue tocá-los, como se fossem fantasmas... E acreditava-se que o método de fabricar tais bonecos só existisse além das Passagens.

Discípulos da Irmandade de vestes vermelhas que combinam as técnicas da Escola da Faca Escarlate com a Transcendência Perfeita. Usando sangue como catalisador, soltam um rugido que libera Sha-Chi vermelho e leva os Transcendidos Perfeitos próximos à loucura. Alguns espadachins de pouca formação, ou que começaram tarde, temiam que a Transcendência Perfeita não bastasse para destacá-los. Procuraram outro caminho e estudaram essas técnicas. O resultado foi notável: ganharam força e muitos seguidores. Quando a energia sanguínea começou a manchar suas roupas, simplesmente passaram a usar vermelho. O cheiro de sangue, porém, não há como disfarçar.

Arqueiros cruéis com máscaras azul-ferro. Há muito seus rostos se tornaram vazios, mas a Transcendência lhes permite enxergar inimigos distantes com perfeita clareza. Suas flechas são rápidas e alcançam grandes distâncias. Preferem posições elevadas e disparos concentrados, valendo-se da superioridade numérica. A Irmandade os enviou para guardar a Torre Sha-Chi. Quando um de seus companheiros sofreu um ferimento grave, quebraram as regras da Irmandade e usaram a Transcendência para salvá-lo. Como era de se esperar, atraíram a punição severa e a perseguição da Irmandade. Unidos pelo juramento de viver e morrer juntos, todos passaram pela Transcendência.

Adestradores de cães que usam máscaras de sorrisos sinistros. Sabem pouco de artes marciais, mas não temem a dor. A maioria das cicatrizes que cobrem seus corpos foi deixada pelas garras de cães enlouquecidos. Enquanto forem mais ferozes e destemidos que as feras, poderão comandá-las à vontade. A princípio, esperavam combinar suas técnicas de adestramento com a Transcendência para salvar cães que haviam comido, por acidente, os cadáveres apodrecidos de pessoas submetidas ao procedimento, contendo sua ferocidade incontrolável. Em vez disso, os próprios adestradores ficaram ainda mais enlouquecidos que os animais.

Espadachins submetidos à Transcendência Perfeita. Ágeis nos pés e experientes com a lâmina, empunham suas espadas gêmeas com precisão fluida, encadeando os golpes sem interrupção. Ao saltar e girar pelo ar, cruzam o céu como relâmpagos roxos, com cada movimento trazendo a morte. Eles haviam percebido a tensão crescente no acampamento, mas a consideraram uma simples disputa entre companheiros. Mesmo enquanto os conflitos internos se agravavam ao redor, acreditavam que poderiam permanecer intocados pelo caos se fossem fiéis a si mesmos. Só quando foram presos à força à mesa de Transcendência finalmente entenderam. Em um mundo que já estava desmoronando, ninguém poderia permanecer intocado.

Guardas de roxo submetidos à Transcendência Perfeita, armados com lâminas crescentes. Um golpe amplo pode repelir vários inimigos; um corte carregado parte metal e pedra. Entre as vestes esvoaçantes, a longa lâmina varre o chão como um dragão, espalhando carne e sangue. Resistir a cem batalhas era o destino e a glória de um guerreiro. Até morrer no campo de batalha teria sido um fim digno. Em vez disso, foram arrastados às mesas de Transcendência e retorcidos vivos em Caminhantes Mascarados, já sem humanidade.

Assassinos da Escola do Fio Vinculante que usam cabeções de boneca. Têm rostos chorosos e mãos e pés ágeis. A névoa gelada que expelem pode congelar os membros de um inimigo. Artes de incontáveis transformações compensam seus corpos frágeis e membros ausentes. Treinaram por muito tempo no gelo e na neve, respirando o frio, até dominarem o poder de congelar um adversário num instante. Já não precisam ser pisoteados. Agora são eles que pisoteiam os outros.

Agentes de elite da Ordem. Usam elmos de cobre e armaduras e empunham bacamartes com cabeça de tigre. Três canos se projetam da boca do tigre, permitindo disparar rajadas rápidas enquanto se movem e se esquivam com facilidade. Seu poder de fogo é formidável. No combate corpo a corpo, também podem brandir suas armas de fogo como pesados martelos, golpeando com grande força e rapidez. Costumam aparecer ao lado dos Guardiões das Sombras do Fogo Selvagem, dando cobertura aos ataques de lâmina com seus disparos e dificultando a fuga de suas presas.

Açougueiros tomados pelo frio. O veneno poderoso em seus corpos ainda não se dissipou, enquanto suas lâminas já carregam um Sha-Chi gélido e cortante. Guardam este campo de neve, à espera de qualquer intruso para abater. Há muito tempo mastigam carne congelada, sempre desejando comida fresca e fumegante.

Combatentes de elite da Ordem, dispostos a morrer em missão. Vestem vermelho e empunham armas com lâminas nas duas extremidades tratadas com um pó especial de fósforo. Seus cortes não só rasgam a carne: também fazem surgir chamas fosfóricas de um verde sinistro. Costumam agir com os Guardiões das Sombras do Bacamarte, cercando as vítimas com tiros à distância e cortes de perto. Quem cai em suas mãos quase não consegue respirar antes de receber, nas chamas, o castigo da Ordem.