Inimigos
Esta lista tem 102 inimigos de Phantom Blade Zero de 9 regiões. A Galeria dos Arquivos agrupa as entradas por região, e cada entrada tem um tipo: Caminhantes Mascarados, Animais, Marionetes e Transcendidos.
102 registros

Um homem sem rosto, vestido de roxo, cavalga a toda velocidade pela estrada principal em perseguição à sua presa. Este assassino da Ordem é especialista em rastrear seus alvos e atacar quando baixam a guarda. À distância, dispara com precisão mortal mesmo a pleno galope, coordenando seus ataques com os companheiros. De perto, aproveita o impulso do cavalo para desferir golpes poderosos com sua lâmina de duas pontas. Suas presas costumam cair sob os tiros antes mesmo de perceber sua presença. Mesmo que consigam escapar, isso só significa que a caçada da Ordem está apenas começando.

Guardiões das Sombras montados da Ordem avançam de frente pela estrada principal, com lâminas de duas pontas nas mãos. O aço frio de suas armas transmite uma intenção assassina. Especialistas em ataques frontais, aproveitam o impulso dos cavalos em disparada para alcançar os adversários em um instante, sem lhes dar chance de esquivar. Os Guardiões das Sombras não têm nomes, apenas codinomes. Os Selos Mentais implantados em seus corpos os obrigam a servir ao Soberano das Sombras com lealdade absoluta. Desta vez, foram enviados pelo novo Soberano para interceptar e matar Soul. Não vão parar até que um dos lados esteja morto.

Corpos arruinados de aldeões, inteiramente dominados pelo Sha-Chi. A Transcendência fracassada lhes roubou a razão e a vitalidade. Uma sede de sangue desenfreada os leva a golpear tudo o que encontram, com uma esgrima descontrolada, mas incansável. Os Caminhantes Mascarados destruíram seu vilarejo. A Transcendência que esperavam que os salvasse destruiu tudo o que restava.

Saqueadores que usam pedras quebradas como armas. Sabendo que não conseguem vencer um inimigo de frente, escondem-se atrás dos outros e aproveitam as oportunidades. Sua pontaria é ruim, mas um ataque pelas costas ainda pode causar problemas. Com a astúcia e a persistência das ervas daninhas, sobreviveram à fome e às surras. Há muito ficaram para trás as brincadeiras de infância em que atiravam pedras pelas ruelas do vilarejo. Talvez seu último traço de inocência tenha sido a esperança de que a Transcendência lhes permitisse conquistar alguma coisa na vida.

Esses saqueadores carregam lanças rudimentares com farpas e rondam as fogueiras. Se um ataque direto falha, incendeiam as pontas das lanças e atacam com as lâminas em chamas. Representam uma ameaça maior que os outros saqueadores de azul. Para se tornarem mais fortes e se protegerem melhor, entregaram mais de si à Transcendência que os demais.

Saqueadores agarrados a escudos largos. Com uma força muito maior do que seus corpos sugerem, golpeiam os inimigos com os escudos e avançam sem cautela. Armas poderosas, como grandes machados, podem quebrar seus escudos rapidamente. A Transcendência lhes tomou os rostos e a sanidade. Apenas duas ordens permanecem gravadas em suas mentes: deter tudo à frente e proteger o vilarejo às suas costas. Embora já não reste vilarejo algum atrás deles.

Saqueadores armados com uma lâmina curta e um escudo redondo. Suas posturas parecem convincentes até que as falhas se revelam: demoram demais para iniciar o golpe e se recompõem cedo demais. Ao erguer o escudo, deixam as pernas expostas. Ainda assim, sua agilidade pode castigar quem depende apenas da força. Nenhum mestre lhes ensinou essas formas. Aprenderam observando lutas nas feiras e nos locais de descanso das caravanas. Um dia, esperaram juntar dinheiro suficiente para procurar um professor. Então contaram os grãos da casa e os remédios dos mais velhos, e deixaram o sonho de lado... A Transcendência levou apenas alguns dias, sem exigir dinheiro nem viagem.

Saqueadores em mantos amarelos esfarrapados, empunhando porretes rudimentares cravejados de pontas de ferro. Saltam alto para desferir golpes esmagadores ou giram a arma numa sucessão de ataques brutais. Aqueles mantos amarelos antes identificavam os trabalhadores do vilarejo, fáceis de reconhecer e de mandar de um lado para outro. Ninguém mais lhes dá ordens aos gritos. Apenas o vermelho cada vez mais intenso de suas máscaras testemunha suas incontáveis atrocidades.

Saqueadores de constituição poderosa, com os membros inundados de um Sha-Chi potente. Avançam na linha de frente, brandindo dois machados sem reservas. Quando a fome os toma em batalha, absorvem o sangue e a vitalidade ao redor. Nem seus companheiros são poupados. Outrora, eram os pilares de força de seu vilarejo. Os mais velhos reservavam para eles os poucos grãos e a pouca carne que tinham. Quando os Caminhantes Mascarados chegaram, foram os primeiros a se erguer com seus machados. Quando a Transcendência foi oferecida, foram os primeiros a aceitá-la. Com o tempo, a carne dos aldeões tornou-se o alimento sem o qual já não podiam viver.

Corpos arruinados de aldeãs, inteiramente dominados pelo Sha-Chi. Elas golpeiam e talham sem controle com suas enxadas. Sua força é modesta, mas suas mãos são rápidas. Talvez acreditem que ainda trabalham, agarradas às ferramentas que lavravam seus campos, lembrando vagamente das colheitas e do preço dos artigos de primeira necessidade. Mas há muito os campos estão abandonados. Não haverá colheita no outono.

Maníacas que carregam garrafas de óleo de lamparina. Suas mãos, transformadas pela Transcendência, já não temem as chamas, permitindo que espalhem fogo livremente para queimar os vivos. Já não precisam poupar cada gota de óleo. Os produtos fracassados da Transcendência fornecem mais óleo incendiário do que jamais poderiam usar, o bastante para transformar a noite num mar de fogo.

Maníacas que empunham duas picaretas, rápidas na investida e brutais em seus ataques incessantes. Os Caminhantes Mascarados destruíram seu vilarejo. Com seus entes queridos massacrados, elas já não tinham nada a perder. Quando um vilarejo vizinho convocou voluntários para passar pela Transcendência e enfrentar os monstros juntos, foram em grupo, levando as picaretas com que cavavam poços e vestindo armaduras de ferro improvisadas.

Carregadores de bombas que vagam pela Torre Sha-Chi em busca de algo capaz de conter seu Sha-Chi revolto. As bombas imensas em suas costas tornam cada passo pesado. Mas, ao avistarem um inimigo, o Sha-Chi os impele a persegui-lo, determinados a morrer levando-o consigo. Ataques de fogo podem detonar suas bombas antes da hora. Outrora, pertenciam à Escola do Trovão Celeste e se orgulhavam de suas inovações, zombando em segredo dos espadachins que nada sabiam de pólvora ou máquinas engenhosas. Suas bombas podiam armazenar tanto pólvora quanto Sha-Chi... Quando as falhas da Transcendência se revelaram, já era tarde demais.

Monges cuja pele brilha como latão. Ágeis e firmes nos passos, golpeiam com força calculada, enquanto sua carne e seus ossos endurecem num instante como cobre e ferro. Cercam o inimigo e testam sua defesa, depois avançam por uma abertura com um soco esmagador. Entraram na Torre Sha-Chi para encontrar seu mestre do Templo Kuye, mas caíram numa emboscada. A explosão da Fornalha Sha-Chi engoliu a maioria de seus companheiros. Os sobreviventes não tiveram sorte muito melhor. Cobre derretido infundido com Sha-Chi forjou seus corpos, tornando-os duros como cobre e ferro, mas consumiu sua razão.

Cães que se tornaram selvagens ao devorar cadáveres apodrecidos dos Transcendidos ou beber água contaminada. Perderam o pelo em placas, expondo carne vermelha e dilacerada. Costumam vagar em matilhas, movendo-se a uma velocidade terrível e saltando das sombras entre latidos ferozes. Outrora, dilaceravam Caminhantes Mascarados por seus donos. Com o tempo, aprenderam a dilacerar os próprios donos.

Saqueadores que exalam podridão, com a carne de um azul-negro doentio, salvo por uma mancha carmesim sobre o coração. Golpeiam descontroladamente com dois machados e, em seu frenesi, chegam a cortar os próprios pulsos para espalhar seu sangue venenoso. A maioria é formada pelos restos arruinados de Transcendências fracassadas, jogados na ravina e abandonados para apodrecer. Então os aldeões obtiveram essas linhas vermelhas capazes de salvar vidas e as amarraram ao redor dos corpos e das máscaras. De algum modo, aqueles cadáveres em decomposição realmente voltaram a se mover.

Saqueadores que exalam carne queimada e podridão, com corpos azul-negros agora imunes às chamas abrasadoras do Caos. Retorcidos e contorcidos, arremessam garrafas de óleo ardente com toda a força, cada uma tomada pelo fogo do Caos. Esses saqueadores veneram aquela chama caótica. Perdidos numa loucura sem fim, apenas seu fogo pode devolver o calor e a paz que um dia conheceram, reunidos ao redor da lareira.

Maníacas habilidosas com adagas, rápidas e ágeis. Têm dificuldade para bloquear ataques e raramente enfrentam os inimigos de frente. Por instinto, contornam os adversários pelos flancos e arremessam várias adagas num piscar de olhos. Talvez essas lâminas já tenham ficado escondidas sob seus travesseiros, guardadas apenas para defesa pessoal. A Transcendência transformou todo o medo que sentiam em uma intenção assassina dirigida a qualquer ser vivo.

Maníacas envoltas em roupas brancas imundas, com fios vermelhos entrelaçados na carne escurecida e estendidos até as máscaras. Empunham longas alabardas com movimentos rígidos e violentos. Um único golpe amplo arremessa para trás quem se aproxima demais. Depois da Transcendência, seus corpos apodrecem e se cobrem de feridas a cada dia... A vida à qual tentaram se agarrar com tanto desespero, um teto contra a chuva, uma refeição no fogão, o nome de uma criança, desaparece com a podridão, para nunca mais voltar.

Bandidos que empunham sabres de cabo longo, vestem armaduras rudimentares e gastas e usam máscaras espessas para conter o Sha-Chi. Pouco habilidosos com o sabre, costumam jogar areia nos olhos dos adversários para prejudicar sua visão e esperar uma oportunidade de desferir um golpe fatal. Já haviam pensado em ingressar na Irmandade e sabiam que era preciso oferecer presentes antes de serem aceitos por um mestre. Mas, por mais cestos de grãos e tecidos que entregassem, ninguém os apresentava a uma escola para que pudessem pedir admissão. Enfurecidos, mataram vários membros da Irmandade, fugiram para as montanhas e recorreram ao poder da Transcendência para viver como bem entendessem.

Bandidos experientes que carregam sabres de cabo longo, escudos e arcos longos. Não dominam nenhuma dessas armas, mas sua imprudência basta para que tentem usar as três. Seu estilo de combate rudimentar e pouco convencional pode ser surpreendentemente feroz. Se tiverem uma oportunidade, empunham o arco e disparam uma flecha. Não deixe que suas provocações façam você avançar sem pensar. Quando batem os sabres nos escudos, lançam um desafio e sinalizam aos companheiros para que ataquem em grupo. Afinal, que espécie de “mestre” seriam sem uma multidão de seguidores para fazer alarde?

Saqueadores montados, armados com sabres, escudos redondos e arcos longos. Do alto de seus cavalos, golpeiam os inimigos com força brutal ou disparam saraivadas de flechas a pleno galope. Mesmo quando derrubados da sela, ainda conseguem aparar golpes com suas armas, lutando com toda a ferocidade de bandidos veteranos. Assim como seu líder, invejam os discípulos da Irmandade que patrulham as montanhas a cavalo, convencidos de que só uma montaria pode elevar sua posição. Atacam caravanas para roubar seus cavalos e usam a nova velocidade para saquear lugares cada vez mais distantes.

Bandidos com alguma habilidade nas técnicas de sabre flamejante e uma preferência pelo vermelho chamativo. Suas armaduras podem ser rudimentares, mas as roupas vermelhas não passam despercebidas. Costumam permanecer perto de fogueiras. Quando os inimigos aparecem, incendeiam as lâminas embebidas em óleo e atacam descontroladamente com as armas envoltas em chamas. O fogo pode afugentar feras, mas também pode eliminar a diferença entre fortes e fracos. É dele que extraem sua força. Para eles, a Transcendência é apenas mais uma chama à qual recorrer.

Ladrões magros e ágeis, antes especializados em escalar muros e correr pelos telhados, agora usam essas mesmas habilidades para se esconder e preparar emboscadas. As facas de arremesso que afiavam para facilitar seus furtos tornaram-se armas mortais apontadas para a garganta. Submeteram-se à Transcendência na esperança de roubar mais casas de ricos e ajudar mais famílias pobres. As máscaras de sorrisos cômicos presas ao rosto servem tanto para conter o Sha-Chi quanto para fazê-los parecer “inofensivos”. No fim, porém, sucumbiram à loucura. À medida que as máscaras sorridentes ficaram manchadas e enegrecidas, seus portadores se tornaram ainda mais assustadores.

Ladrões com máscaras sorridentes e pintadas de cores vivas, tão imprudentes quanto atrevidos. Até o gesto de curvar um dedo para provocar os inimigos transborda arrogância. Eles carregam vários Espinhos de Fogo e os arremessam um após o outro com uma facilidade zombeteira. Instantes depois de atingirem o chão, os artefatos explodem, deixando para trás um mar de chamas abrasadoras.

Discípulos da Tripulação da Água Negra que passaram pela Transcendência para dominar as águas. Fendas branquiais abriram-se em seus pescoços, seus olhos saltaram, suas bocas se alargaram sob lábios grossos e escamas azul-esverdeadas cobriram seus corpos, deixando-os mais peixes do que humanos. Essas mudanças os tornam especialistas em se esconder sob a superfície e fugir pela água. Muitas vezes provocam os inimigos com sua aparência grotesca antes de chamar os companheiros para atacar em bando. Agora, essas criaturas infestam qualquer lagoa de tamanho razoável. É provável que já tenham esquecido as grandes promessas que fizeram de ajudar a Irmandade a exterminar os Caminhantes Mascarados.

Marionete de sorriso ingênuo. Só pode sorrir assim para sempre. Cai no camalhão ou na pedra, suja de lama e rachada, e ainda sorri; lançada por fios contra um vivo, ainda sorri.

Marionete de mulher da aldeia, rosto esculpido com graça. Há uns dois anos já apareciam. Então não estavam tão rotas e sinistras, nem se atiravam a vivos. Os adultos evitavam a estranheza; as crianças corriam a ver, rindo "irmã Flor da Vila". Às vezes ela acariciava a cabeça da criança.

Marionete de velho. Talvez a transferência da consciência falhasse: todos os rostos mostram dor e ferocidade. Antes da aldeia definhar, discutiam quem expulsara os Caminhantes Mascarados. Uns diziam heróis da Irmandade; outros, a bênção da Dama. Os velhos conciliavam: a Dama enviara os heróis. Depois as marionetes aumentaram, os acordados diminuíram. Ninguém mediava. Só marionetes torcendo a própria cabeça e atirando-a contra o clamor que restava.

Marionete de letrado. Sem livro sagrado na mão, sem as Cinco Constantes na boca: só fogo do caos a vomitar, para queimar tudo à Dama. Dez anos de estudo, ao sair da aldeia despertaram: no caminho dos títulos as famílias têm raízes; a ambição era chacota à mesa dos poderosos. Voltaram sem esperança, prostrando-se dia e noite, sonhando que ela enviasse o fogo para varrer a injustiça.

Marionete de ancião. Luz verde sinistra na cabeça; ao ver alguém arranca a cabeça e bate no chão. Instantes depois, a cabeça explode, espalhando uma grande nuvem de veneno. A princípio recusavam transformar o salão ancestral em templo da Dama; quem falava era herege. Vendo bonecos de madeira cobrir a aldeia, a oposição baixou. Antes de dormir passaram a usar a flor vermelha dada pelo Arauto.

Marionete alta de mulher, capaz de "dar à luz" crianças de madeira que andam ao tocar o chão. Receita de ninguém sabe quem: fervem a flor de seda dos votos de filhos no tônico do Arauto, dormem com a flor vermelha, e terão meninos e meninas. Obedeceram trementes. Não entendem como acordaram de madeira. Mas alegram-se por "gerar filhos" à vontade… haha, a Dama é eficaz!

Marionete feminina completa, membros flexíveis, ofício mais fino que as aldeãs, material leve. Como puxada por fios, cintura e mãos dobram ângulos humanos impossíveis e matam de surpresa. Memória, afeto e humanidade da consciência transferida foram arrancados. Resta o instinto de matar: nasceu arma.

Marionete masculina completa, corpo robusto, ofício mais fino, material mais duro; rachada, não quebra fácil. Como puxada por fios, ataca em posturas anormais. O criador apagou a dor, mas guardou a tenacidade: estas "armas" são mais obstinadas e mais entorpecidas.

Refugo de marionete yang. Anda nas duas mãos, rasteja colada ao chão, depois salta. A consciência dentro talvez fosse de guerreiro: daí a ferocidade. O passado não volta. Agora não diferem de cães raivosos.

Refugo yang: sem tronco, sem cabeça, só cintura e pernas, mas ainda chuta, pisa e atropela. Quase não resta consciência. O que move o resto é o instinto de sobreviver.

Marionete yin de espada e broquel de latão. Lê falhas, desvia com o broquel e contra-ataca em formas complexas. Os aldeões viram-nas lutar contra Caminhantes Mascarados com espadas de latão como instrumentos sagrados e chamaram milagre da Dama do Véu Florido. Não sabiam que nelas havia consciências da Irmandade, anos a sangrar contra Caminhantes Mascarados… O milagre era um teatro do criador.

Marionete yang de lança e broquel de latão. Articulações e centro afinados: ataque forte, guarda estável; o broquel parte, a lança continua até a morte. O corpo nunca cansa; a consciência não dorme. Só remói o ódio nesta prisão. Sem rosto para a raiva, sem garganta para o lamento. Esqueceram até como desabafar: despejam tudo na ponta da lança.

Espadachim de azul, o rosto oco. Espada mais madura que a dos discípulos brancos; após a Transcendência, ainda mais velha e cruel, o golpe como vento. Transcendidos, voluntários ou não, são inimigos da Aliança da Via Reta. Pangzhen já é cidade morta. Ainda queriam fugir do acampamento para Pangzhen, ver a terra natal uma última vez, talvez salvar parentes.

Lanceiro de azul, rosto oco, outrora à frente dos discípulos brancos. Lança precisa, sem golpe vão; um estoque na garganta dava meio mês de estudo. O refluxo da Transcendência pesava. Sabendo-se à morte, rumaram a Pangzhen para matar mais Caminhantes Mascarados. Haviam jurado acabar consigo antes de virar mortos-vivos. Mas ao inverter a lança contra a própria garganta, alguns hesitaram.

Lanceiro a cavalo de azul, rosto oco. Galopa com a lança, ponta aguda; se o barram, vira o cavalo e contra-ataca. Muitos vestiram o azul por relações, não por mérito. Com o manto veio a vergonha… e a Transcendência Perfeita para provar seu valor.

Médico de máscara ensanguentada. Videiras no lugar dos braços sugam Sha-Chi e vida das discípulas: curam a si mesmos e aos Caminhantes Mascarados, mas não os vivos. Cortaram os braços para a Transcendência, ou a Transcendência veio do corte? Esqueceram. Sem "coração", perderam-se no doce do sangue.

Marionetes com a aparência de musicistas, elegantes, com uma cítara nos braços. Sob as notas límpidas esconde-se a intenção de matar. Mas música feita para matar já não pode manter a harmonia: bloquear suas ondas sonoras azuis faz as notas restantes se voltarem contra elas. Quando a epidemia assolou Pangzhen, a maioria de suas companheiras fugiu. Elas ficaram, sem ninguém a quem recorrer. Um homem prometera buscá-las para que escapassem juntos. Abraçadas às cítaras que lhes garantiam o sustento, esperaram e esperaram… O amado nunca veio. Em seu lugar, chegou a arte maligna da Transposição da Alma.

Marionetes com a aparência de cantoras, belas, mas frágeis. Um buraco horrendo rasga a face até o pescoço: foi aberto pelos gritos desesperados de socorro quando suas consciências foram seladas naquelas carcaças. Suas belas vozes agora são urros roucos. Repetidas vezes, levam as mãos à garganta, mas só encontram aquele vazio terrível. Confusas e atormentadas, lançam as mãos contra os vivos. Tentam rasgar seus pescoços e recuperar, na carne ainda quente, as vozes que perderam.

Batedoras de Baishan submetidas à Transcendência Perfeita. Frias e letais, desferem chutes ferozes e avançam e recuam como o vento. Com bestas de mão, dominam o combate em movimento, disparando de súbito ao cruzar o adversário ou alcançar um ponto cego. A Transcendência Perfeita pode esconder perigos, mas elas sempre viveram em risco. Explorar as linhas inimigas, levar informações, infiltrar lugares dos quais poucos voltam… Cada passo no Wulin pode ser o último. Sem arriscar tudo, como proteger a Escola Baishan, tão perto da ruína?

Guardiãs de Baishan submetidas à Transcendência Perfeita. Basta um movimento dos pulsos para que as duas adagas girem como pétalas ao vento; entre os golpes, lâminas curtas voam como meteoros. A antiga leveza ainda existe, mas agora carrega uma frieza e uma determinação implacáveis. Elas viveram a turbulência de Baishan, presenciaram a tragédia causada por Dugu Linghe e viram Bi Taotao assumir a liderança em plena crise. Reconstruir a escola seria um longo caminho. Juraram ficar ao lado da mestra e ajudar os Três Pilares de Kunlun a combater os Caminhantes Mascarados… Mas onde estão os Três Pilares? Será que algum dia estiveram realmente ao lado delas?

Mulheres enlouquecidas, de vermelho, carregando lâminas monstruosas. Embora magras e curvadas, exibem uma força absurda ao brandir essas armas, rasgando o ar. Não há técnica nos golpes, apenas a violência de quem quer esmagar tudo o que vive à sua frente. Não podiam contar com a Irmandade, com amigos, parentes ou amantes, nem com deuses e budas. Por isso deitaram nas mesas de Transcendência, esperando abrir à força um caminho naquele mundo sem esperança, apenas com as próprias mãos e uma lâmina.

Guardiões das Sombras de elite, sob as ordens diretas de Zuo Shang. Do adorno da cabeça às botas, vestem um branco de brilho frio. São impiedosos e serenos, mesmo diante do inimigo. Dominam ataque e defesa no corpo a corpo, com golpes rápidos, precisos e poderosos. Entre os cortes, alternam tiros de pistola para cobrir seus movimentos. De perto ou de longe, a ofensiva quase não deixa brechas. Na Pangzhen transformada em terra morta, lideram patrulhas que deslizam como sombras. Fecham as ruas e ocupam os pátios, colocando toda a cidade sob o domínio do Soberano das Sombras Zuo.

Guardiões das Sombras da Ordem especializados em mosquetes. Costumam esconder-se nos beirais e telhados altos. Suas armas têm alcance excepcional: permitem tiros precisos à distância ou, após uma breve mira, uma sequência de disparos que subjuga o inimigo pelo fogo concentrado. Comparados aos companheiros que preferem o corpo a corpo, esses assassinos ocultos têm uma paciência e uma frieza ainda mais assustadoras. Esperam a hora certa e só então apertam o gatilho.

Assassinos da Escola do Fio Vinculante com cabeções de boneca. A enorme lâmina nas mãos torna o sorriso da máscara ainda mais sinistro. Supersticiosos quanto às artes das Planícies Centrais, acreditam que o cabeção prolonga a vida, afasta o mal e contém os efeitos adversos da Transcendência. Também creem que acrobacias e espetáculos podem atrair poder divino. Por isso, incorporaram esses movimentos às artes marciais, criando uma esgrima frenética de garras e presas. Não se sabe se tais práticas têm mesmo algum poder. O certo é que seus corpos encolhem a cada dia e agora mal diferem dos de crianças.

Discípulos da Irmandade armados com pesadas bestas mecânicas, geralmente posicionados em plataformas elevadas para manter a vigilância. Embora suas armaduras e armas pesadas limitem seus movimentos, emitem um assobio agudo ao primeiro sinal de perigo antes de abrir fogo. Se os inimigos se aproximam, brandem o pesado mecanismo da besta como uma arma de impacto. Esses sentinelas há muito conheciam a corrupção profundamente enraizada na Irmandade. Antes de Huangxing introduzir a Transcendência Perfeita, eliminar aqueles velhos males era pouco mais que conversa vazia. Depois, finalmente tiveram o poder de extirpá-los à força.

Maníacas com armaduras danificadas, que empunham lanças e desferem estocadas, golpes amplos e ataques violentos. Seus golpes são brutais e seu Sha-Chi é gélido. Pessoas comuns não conseguem se aproximar. Se suas lanças forem tomadas no momento certo, poderão ser usadas contra elas. Elas treinavam técnicas de lança junto à Irmandade, vestindo armaduras e pegando em armas contra os Caminhantes Mascarados. Quando a Irmandade começou a promover a Transcendência Perfeita, também aceitaram a transformação sem hesitar.

Soldados de elite de Huangxing. Máscaras de ferro negro com desenhos dourados escondem seus rostos. Peles marrons e armaduras misturam-se à vegetação das montanhas. Dominam arco e espada: se não matarem à distância, ainda podem lutar de perto. Eram membros da Irmandade que, cansados da hipocrisia, haviam se retirado para o campo. Huangxing os convocou de volta e eles aceitaram a Transcendência Perfeita para ajudá-lo a defender a justiça e eliminar a rigidez e a desigualdade. As flechas que antes abatiam lebres e gansos agora apontam para gente viva.

Guardas de elite de Huangxing, armados com lâminas curtas e conhecidos pelos passos ágeis e imprevisíveis. Em combate, lançam facas enquanto se movem e usam artes arcanas para desaparecer de vista e ressurgir sem aviso. A Transcendência Perfeita lhes deu a força de que precisavam. Já não seriam contidos por líderes inúteis, nem teriam de bajular os vaidosos e corruptos ou provar seu valor a hipócritas que abusavam do poder. Assim, vestiram máscaras douradas reluzentes e decidiram arrancar de uma vez por todas a corrupção do caminho dos justos.

Soldados de elite da guarda pessoal de Huangxing, de preto e com largas lâminas pesadas. Confiam na força para vencer a técnica. Movem-se como fantasmas, desaparecendo por um instante e reaparecendo com a lâmina já caindo sobre a cabeça do inimigo. Eram homens bondosos e tolerantes, que raramente julgavam os outros. Serviram à Irmandade por dez anos e por dez anos permaneceram anônimos, enquanto oportunistas de boa lábia ficavam com todo o mérito e a fama. Já estavam acostumados. Até que os companheiros com quem haviam arriscado a vida começaram a morrer, um a um, de ferimentos e doença, esperando reforços que nunca chegavam.

Discípulos da Tripulação da Água Negra que vivem para pescar. Em combate, usam a vara para fisgar objetos na água e atirá-los nos adversários. Entraram para o grupo pelos ótimos lugares de pesca sob seu domínio. Depois, tomados por ideais heroicos, sentiram-se inspirados a usar seus corpos transformados pela Transcendência para ajudar o caminho dos justos… Sem essa mudança, talvez ainda passassem os dias no velho barco, pescando peixes e camarões e tomando um trago quando sobrasse tempo.

Discípulos da Tripulação da Água Negra com polvos enrolados no pescoço e chutes ferozes e brutais. Carregam munições explosivas especiais que liberam uma descarga elétrica no impacto, paralisando instantaneamente os membros do inimigo e impedindo seus movimentos. As notícias dos ataques dos Caminhantes Mascarados despertaram seu espírito de luta. Procuraram se submeter à Transcendência e usar a munição que fabricavam para exterminar os Caminhantes Mascarados.

Ladrões voadores envoltos em névoa venenosa, assim como suas facas de arremesso. Usam a água para se esconder e atacar de surpresa. Quando um roubo deu errado, caíram em água parada e imunda durante a fuga. Desde então, uma doença estranha apodrece seus corpos e produz veneno. Nem a Transcendência salvou seus órgãos. Ao menos já não sentem dor. Agora são apenas corpos apodrecidos e enlouquecidos, escondidos atrás de sorrisos ridículos.

Discípulos da Tripulação da Água Negra com elmos de mergulho em forma de cabeça de peixe e lanças nas mãos. Seus golpes amplos se abatem como ondas e saltam com a leveza de peixes. Também podem arremessar suas lanças pelo ar para empalar a presa. O elmo servia às técnicas subaquáticas. A forma de peixe era um desejo de boa sorte, de nadar com a mesma facilidade. Mas, desde que passaram a usar os capacetes bem apertados o dia inteiro para conter o Sha-Chi, suas próprias cabeças estão cada vez mais parecidas com peixes.

Discípulos da Tripulação da Água Negra com elmos de mergulho em forma de peixe. As pontas arredondadas de suas lâminas lembram remos: não servem para perfurar, mas desferem cortes sucessivos carregados de Sha-Chi fervente. Ao bater a arma pesada na água, levantam ondas violentas numa ofensiva avassaladora. No início da modificação, sentiram as artes marciais melhorar muito e a mente continuar lúcida. Ficaram maravilhados com a Transcendência Perfeita. Chamaram amigos para receber o mesmo tratamento, ansiosos para ampliar o grupo e acabar com os Caminhantes Mascarados.

A pólvora da Escola do Trovão Celeste já era devastadora, mas alguns discípulos ainda a consideravam insuficiente e misturaram veneno a ela para torná-la ainda mais letal. Com o tempo, o veneno cobrou seu preço. Os mais afetados desenvolveram pele esverdeada e feridas purulentas por todo o corpo. Desesperados por uma cura, combinaram a Transcendência com veneno, usando as “bombas” em suas costas para armazenar tanto gás tóxico quanto Sha-Chi. No fim, apenas se transformaram em mais uma das “novas armas” da Escola do Trovão Celeste.

Monges do Templo Kuye submetidos à modificação. Passam os dias na Torre de Sha-Chi, imóveis sob o ferro derretido que lhes escorre pelo corpo, como se fossem parte da construção. Mas, quando alguém entra, o Sha-Chi os impele a usar todas as técnicas de punho que aprenderam para subjugar demônios. Estranhos acontecimentos vinham se acumulando em Pangzhen: primeiro a tragédia da Mansão Onírica, depois a doença do sono. Alguns fiéis falavam de ruídos na torre. Os monges deixaram Kuye e foram até lá procurar a origem da anomalia.

Monges do Templo Kuye submetidos à Transcendência, agora reduzidos a guardas da Torre de Sha-Chi. Empunham sabres de nove argolas que parecem fundidos aos seus corpos de aço. Seus irmãos veteranos entraram na Torre de Sha-Chi para investigar, mas nunca voltaram, deixando-os profundamente preocupados. A torre já foi um local de Transcendência e ainda abriga muitos dispositivos estranhos. Se alguém mal-intencionado os utilizasse, as consequências poderiam ser terríveis... Inquietos, entraram na torre à procura dos irmãos.

Monges do Templo Kuye que agora guardam a Torre de Sha-Chi. Seus antigos bastões monásticos, escuros pelo uso, serviam para subjugar inimigos durante o caminho de disciplina. Agora, com golpes poderosos e experientes, matam qualquer vivo que entre. Só quando o Sha-Chi os engoliu entenderam: as pistas incertas que haviam seguido eram todas parte de uma armadilha para levá-los à torre.

Discípulos da Tripulação da Água Negra que combinam artes de gelo com a Transcendência. Empunham longas foices crescentes que espalham frio cortante. Sabem ocultar a presença na neve e esperar para atacar. Antes, adoravam pescar no gelo e passavam a vida em águas congelantes. Agora são caçadores difíceis de enfrentar. Mas um golpe forte do Tridente do Dragão na neve rompe sua camuflagem e os obriga a aparecer.

Marionetes com a postura de músicos, segurando instrumentos de gelo. Ao dedilhar, transformam notas frias em lâminas de geada que congelam tudo ao redor. As consciências ali transferidas pertenciam a músicos de grande renome. Suas melodias contavam alegrias e tristezas e davam voz à vida do mundo. Agora estão presas naquelas carcaças geladas, repetindo sem fim uma música de morte.

Marionetes tocadoras de cítara, vestidas de branco, com cabelos brancos e cítaras nos braços, envoltas por uma névoa gelada. Sua música carrega uma ameaça mortal. Bloquear as ondas sonoras azuis que elas emitem faz com que as notas remanescentes se voltem contra elas. Primeiro, pessoas do Wulin lhes ensinaram algumas Artes Fantasmas, fazendo a neve dançar a partir de suas cordas para enriquecer as apresentações. Depois vieram algumas moedas de prata, suficientes para convencê-las a compor músicas e letras para a Dama. Por fim, vieram uma receita e uma tigela de remédio. “Bebam isto, e vocês não pegarão a doença estranha nem se tornarão marionetes.”

Assassinos da Escola do Fio Vinculante com técnicas imprevisíveis. Ora apoiam a lâmina no chão e avançam rente à terra, ora saltam e estocam com duas armas em posições contorcidas. No auge da loucura, arrancam sem cuidado a espada cravada na cabeça e golpeiam como sombras, sem piedade. Lustram as lâminas com o sangue dos vencidos… ou deixam o próprio sangue ensopar a terra.

Marionetes Yang equipadas com canhões de mão de liga metálica, com uma das mãos inteiramente substituída por uma arma de fogo. Destruir seus adversários é o único propósito de sua existência. Elas lembram um antigo amigo de Soul. Depois de perder um braço, ele também instalou um canhão para substituir o membro perdido. Mas o velho amigo de Soul era um homem de carne e osso, com sentimentos e honra... Ninguém deveria se tornar uma arma de matança como essas.

Marionetes revestidas de ouro, com os braços substituídos, abaixo dos cotovelos, por enormes armas de ponta. Suas consciências pertenciam a discípulas da Irmandade que se ajoelhavam diante da estátua da Dama. A Escola do Fio Vinculante lhes mostrou seres ainda mais grandiosos na Dissonância. O espanto e o terror as dominaram. Depois, só a devoção restou naquelas mentes quebradas. Por essa fé distorcida, arrancaram os frágeis braços das marionetes e os trocaram por pontas afiadas, para eliminar qualquer obstáculo à chegada da Dama. Também derramaram ouro fervente sobre os corpos, na esperança de agradar aos olhos dela e merecer um pouco de compaixão.

Marionetes que empunham guarda-chuvas com dentes de ferro afiados como navalhas. Ao girar suas coberturas, desferem ataques mortais em sequência, mas seus movimentos são deslumbrantes e graciosos, pois a Dama do Véu aprecia tudo o que é elegante. As mentes transferidas para essas marionetes pertenceram a artistas da Mansão Onírica. No passado, elas dançavam pelos pátios com sombrinhas de seda e papel para encantar o público. Agora, executam uma dança de massacre para a Dama. Sempre ficaram a um passo de se tornarem Marionetes da classe “Receptáculo”. Mas isso não importa. Servir à Dama é a maior das honras, mesmo que isso signifique serem reduzidas a pedaços.

Marionetes Yang com escudos de rosto demoníaco, envoltas em energia espectral violeta. A figura irada do escudo arregala os olhos e a boca, como para aterrorizar o inimigo. Sua defesa é uma muralha; a boca cospe Chamas Caóticas, e a lança ataca de modo traiçoeiro e letal. Nem um corpo coberto de rachaduras as faz recuar. Selecionadas e treinadas cruelmente para servir de armas, perderam todas as emoções humanas. Se algo resta nessas consciências partidas, é uma fé inabalável: quando a Dama chegar, dará a elas um corpo com que andar pelo novo mundo.

Marionetes Yang com pesadas alabardas e lâminas afiadas no lugar dos pés. Deslizam sobre elas como em gelo fino e, entre giros e saltos, surpreendem os inimigos, cravando neles o frio acumulado nas armas. Todas aceitaram virar marionetes. Seus antigos corpos foram mutilados em combate pela Dama. Abandonaram a carne para continuar a matança devota em carcaças frias que não sangram nem conhecem cansaço.

Cabeças de Marionetes Yin flutuam no ar, com rostos retorcidos. Chamas Caóticas ardem sem cessar dentro dos crânios partidos. As coisas terríveis da Dissonância queimaram seus corpos e obrigaram as consciências aprisionadas a contemplar um horror capaz de destruir tudo, lançando-as para sempre no delírio e na loucura. Quase nunca param de gritar. Querem forçar para dentro da mente de cada vivo o abismo aterrador que vislumbraram.

Uma garota com um cabeção de boneca, cuja face tem uma metade com um sorriso radiante e outra que chora. Ela passava os dias esperando pelo pai e as noites chorando no travesseiro. Talvez suas lágrimas tenham encharcado um dos lados do cabeção, deixando-o com essa estranha expressão de alegria e tristeza. Seu pai queria mantê-la longe da violência do Wulin e esperava que tivesse uma vida tranquila e feliz. Antes de morrer, deixou uma carta alertando-a contra as tentações dos espíritos malignos... mas ela nunca a recebeu. Sem o pai, não tinha mais um lugar para chamar de lar. Confiou nos membros mascarados da Escola do Fio Vinculante, acreditando que poderiam ajudá-la a encontrá-lo. Em vez disso, eles a submeteram à Transcendência e colocaram nela o cabeção, que jamais poderia ser retirado. Ela ainda procura pelo pai, mas só encontrou marionetes tão solitárias e indefesas quanto ela. Chama-as de “amigas” e, juntas, elas interceptam os viajantes em busca de vestígios de seus entes queridos. Quem quiser lhe fazer mal terá de passar primeiro por suas “amigas”.