Bai Chilian, a Serpe Sacrificial
Flores vermelhas no horizonte, como os olhos baixos da Dama. Sob aquele brilho, as sedas vermelhas e verdes em torno de Bai Chilian juntam-se e tornam-se quatro pítons. Erguem-se como escorpiões, giram como serras; às vezes golpeiam e recuam; às vezes irrompem da terra num arranjo que a protege. Só quebrando o círculo das serpentes se a derruba.
A vida dela já valeu menos que erva. À beira da morte, num sonho atordoado, viu a Dama. A Dama deu-lhe um fio de seda vermelha - como cobra, como laço - e prolongou-lhe a vida, deixando-a voltar dos mortos.
Então enrolou cobras nos pescoços dos inimigos, apertando polegada a polegada, e deixou-os andar uma morte longa de medo e dor. Tão simples. Tão doce. E ainda insuficiente! Só a Dama pode limpar de verdade a imundície deste Wulin…
Como pode ser tão inútil? Presa num lugar destes… merece este tormento… Oferece as cobras. O corpo. Tudo… O que lhe resta dar à Dama? Que oferenda compra a salvação verdadeira?